Etimologia: Tradicionalmente, Catalão originou-se da penetração das bandeiras comandadas por Bartolomeu Bueno da Silva (o Anhanguera). Nas imediações de Catalão, permaneceu um dos capelões da comitiva, Frei Antônio, espanhol natural da Catalunha apelidado de "O CATALÃO", que criou um ponto de pouso nas proximidades do Córrego do Almoço, dando origem ao povoado a partir de 1728. Outra expressão popular diz que "Catalão é feito do encontro de dois morros".
Período pré-Colombiano e Colonial: A região era habitada pelos Caiapó. Em 1810, o fazendeiro Antônio Manuel cedeu terras para a construção da igreja de Nossa Senhora Mãe de Deus, atraindo moradores e iniciando o comércio local que faria do arraial uma vila.
Período Imperial e Republicano: Em 1833, o povoado foi elevado à condição de vila, e em 20 de agosto de 1859, tornou-se cidade. No final do século XIX, a chegada da estrada de ferro pelo Triângulo Mineiro alavancou o comércio. Nas décadas seguintes, o município se consolidou como fornecedor de gado, charque e grãos, e hoje destaca-se como polo agro-industrial e mineral.
O município encontra-se a sudeste do estado de Goiás. O relevo é compartimentado, com depressões nos vales dos rios São Marcos e Paranaíba, uma chapada a nordeste e mares de morro no restante. O domínio morfoclimático típico é o do Cerrado.
Clima: Tropical de altitude, com estação chuvosa (outubro a abril) e seca (maio a setembro). A pluviosidade média é de 1.450 mm. Historicamente, as temperaturas variam de extremas mínimas próximas a 0°C a máximas de quase 39°C, com períodos de umidade relativa do ar (URA) bastante baixos no inverno.
Catalão apresenta um dos maiores PIBs do estado de Goiás e excelente Índice de Gini (0,59), indicando uma menor desigualdade social e forte presença da classe média.
| Produto | Produção (2005) |
|---|---|
| Soja | 238.500 ton |
| Milho | 77.000 ton |
| Trigo | 7.500 ton |
| Algodão | 5.670 ton |
| Arroz / Sorgo | 4.320 ton (cada) |
| Feijão | 1.830 ton |
| Frangos | 370.000 cabeças |
| Ovos | 165.000 dúzias |
| Bovinos | 173.000 cabeças |
| Leite | 39.300.000 litros/ano |
A base da economia secundária é o setor mínero-metal-mecânico. O Distrito Mínero Industrial (DIMIC) sedia empresas de grande porte como a montadora Mitsubishi (MMC Automotores) e John Deere. Na área mineradora do "Chapadão", operam gigantes como Anglo American (Nióbio e Copebrás) e Vale Fertilizantes. Catalão possui algumas das maiores jazidas de argila, fosfato, nióbio, titânio e terras raras do estado. Destaca-se também a forte indústria do vestuário (moda íntima).
Infraestrutura: Catalão é entroncamento logístico rodoviário e possui ramal ferroviário da FCA, aeroporto (João Netto de Campos), usina hidrelétrica (Serra do Facão) e termelétrica.
Educação: A cidade é um forte polo educacional. Possui a Universidade Federal de Catalão (UFCat), Faculdade Politécnica, CESUC e diversas opções EAD. Na educação técnica profissionalizante, sedia SENAC, SENAI, CEPAC, Labibe Faiad e Instituto Federal Goiano (IF Goiano). Destaque também para o curso de Medicina oferecido pela universidade federal.
A Atenas de Goiás: A cidade possui densa produção cultural com anfiteatros, museu (Cornélio Ramos), corais, orquestras, cinema e forte veia literária/musical.
Congadas: Manifestação folclórica secular (desde 1820). Nos meses de setembro/outubro, cerca de 4.500 dançadores ("ternos" de Moçambiques, Congos, Catupés) homenageiam Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, atraindo mais de 100 mil visitantes.
Esportes: O Clube Recreativo e Atlético Catalano (CRAC), fundado em 1931, é o clube profissional mais antigo de Goiás, bicampeão goiano. A infraestrutura de lazer conta com estádio, ginásios, Complexo Clube do Povo (piscina olímpica, atletismo), pistas de skate e 30 praças.
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